sábado, 6 de agosto de 2016

Filho do cantor sertanejo Luciano é preso após agressão à tia, em Goiânia


 

O filho do cantor sertanejo Luciano, da dupla com Zezé Di Camargo, foi preso nesta sexta-feira (21) em Goiânia, capital de Goiás. De acordo com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), Wesley Camargo, de 25 anos, é acusado de agredir uma tia e uma prima após chegar alcoolizado em casa.
Segundo a Polícia Civil, as vítimas foram até a delegacia fazer a queixa e policiais militares seguiram, então, à residência de Wesley para buscá-lo. Ele mora na casa dos avós, Francisco e Helena, onde também vivem a tia e a prima.

A agressão teria acontecido após Wesley chegar de uma noitada. Sob o efeito do álcool, ele teria começado a quebrar móveis da casa, quando a tia pediu para o herdeiro de Luciano parar. Irritado, ele teria agredido a tia e a filha dela. As vítimas foram submetidas a exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar as lesões.

A tia de Wesley fez queixa por três crimes: agressão, difamação e injúria. Por causa disso, neste caso, não cabe pagamento de fiança para soltura. O filho de Luciano foi encaminhado para uma das carceragens da Polícia Civil de Goiás, enquanto seu advogado cuida do caso.
Procurada, a assessoria de imprensa de Luciano informou que, por enquanto, o cantor não irá se pronunciar sobre o assunto. Ele, atualmente, está de férias na Disney, nos Estados Unidos.
Vale lembrar que em 2013, durante o cruzeiro "É o Amor", o artista fez um comentário sobre Wesley. "Esse é o filho que me traz a tempestade", disse o sertanejo, após comentar que seu filhos eram como tempestade e bonança. "Ele bateu com o carro e já foi para a clínica de reabilitação várias vezes", desabafou.
Wesley é pai de Maria Helena, que irá completar um ano em março. Ele é o filho mais velho de Luciano. O cantor sertanejo tem mais três herdeiros: Nathan e as gêmeas Isabella e Helena, de 4 anos.
Cantora publicou desabafo em seu Instagram nesta quarta-feira (20), confirmando o fim do relacionamento de cinco anos



Lady Gaga confirmou o fim do noivado com Taylor Kinney nesta quarta-feira (20). Após a repercussão na imprensa internacional da notícia divulgada pelo site "TMZ", a cantora eleita mulher do ano pela Billboard se pronunciou com uma nota em seu Instagram. Com uma foto na qual aparece abraçando o ator, ela escreveu:

"Taylor e eu sempre acreditamos que somos almas gêmeas, assim como todos os casais que têm altos e baixos, mas decidimos dar um tempo. Nós somos artistas ambiciosos que tentamos conciliar longas distâncias e agendas complicadas para manter o amor simples que sempre compartilhamos. Por favor, torçam por nós! Somos como todo mundo e realmente amamos um ao outro", escreveu a artista, que ostentou brincos de R$ 32 milhões na última cerimônia do Oscar.

Gaga e Kinney estavam há cinco anos juntos. O casal ficou noivo em fevereiro de 2015, no Valentine's Day, e o ator presenteou a noiva com um anel avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão.
Gaga e Taylor Kinney viveriam triângulo amoroso com atriz
Em 2015, surgiram rumores de que a cantora e o ator estariam em um relacionamento a três. Eles manteriam um intenso triângulo amoroso com a atriz Monica Raymund, de acordo com o "Radar Online", e a relação já teria esquentado: "Ouvi falar que eles três fizeram um 'ménage à trois'", contou uma fonte da publicação.
Monica atua com Taylor na série "Chicago Fire". A popstar sempre falou abertamente sobre sua sexualidade. "Não é mentira que eu seja bissexual e goste de mulheres, e qualquer um que queira distorcer isso para 'ela diz que é bi por marketing', é uma grande mentira. Sou quem eu sou", declarou Gaga em outra ocasiãoo.

Força Suprema: Uma empresa familiar de filhos do rap

 

 

Vivem há mais de 20 anos em Portugal, pelo menos dez deles dedicados ao rap. Nos últimos anos transformaram-se num fenómeno em Angola e em Portugal, apesar de poucos o saberem. Agora têm vídeos com helicópteros e querem conquistar o Brasil.
Em Portugal, dois dos cantores de maior sucesso dos últimos tempos são o angolano Anselmo Ralph e Nelson Freitas, de origem cabo-verdiana. Em Angola, por sua vez, dois dos nomes mais badalados do momento são osrappers NGA e Prodígio, angolanos, mas a viver em Portugal há mais de 20 anos.
Há 15 dias, nos Angola Music Awards, que distinguem os profissionais da música naquele país, os grandes vencedores foram a cantora Yola Semedo e NGA, ambos com três galardões. Ele ganhou os prémios de Artista Masculino do Ano, Artista Mais Popular da Internet e Melhor Rap. Ao contrário dos outros nomes aqui assinalados, a música de Edson Silva, o nome de baptismo de NGA, não é kizomba ou semba. É rap. Em Portugal, é conhecido nos circuitos do hip-hop. Mas para o grande público é um ilustre desconhecido. Não espanta. Na actual cultura fragmentada, é cada vez mais difícil perceber o que é que a maioria consome. Existe cada vez mais distância entre a realidade e a informação possível que nos é dada pelas tabelas de vendas, pelos cartazes dos grandes festivais, pelo horário nobre das televisões, nas rádios para consumo massificado ou na maior parte dos jornais.

Há uns anos parecia ser relativamente fácil perceber o que é que uma larga fatia da população ouvia. E agora? Principalmente entre as novas gerações, torna-se cada vez mais difícil obter um desenho aproximado da realidade. Habituámo-nos a olhar para Portugal como um país onde nas últimas décadas reinou de forma hegemónica a cultura rock global.
Mas ainda será assim? A verdade é que nos grandes mercados da música, como o americano ou o britânico, há muito que esse predomínio tem sido posto em causa, por um lado pela afirmação global da cultura hip-hop, e tudo à volta, e por outro pelo surgimento de bolhas locais. É o que tem acontecido em Portugal, conquistado pela cultura hip-hop, em sentido lato, e pela afirmação nos últimos anos de expressões devedoras da sua relação com os países africanos de expressão portuguesa, como o kuduro ou a kizomba, formatos que têm vindo a ser integrados numa ideia de cultura urbana negra portuguesa. 
É nesse caldeirão que se situam os nomes que aqui trazemos, representativos de uma cultura hip-hop nacional diversa e complexa. É verdade que existem pontos de contacto – em particular na forma como todos afirmam a sua individualidade a partir de colectivos –, mas acima de tudo há diferenças. De estilos, de aproximações, de formas de estar na arte e na vida.
 
Ao mesmo tempo, todos eles acabam por reflectir também a baralhação – com o que isso tem de saudável e desconcertante – do Portugal contemporâneo. Afinal, quem são hoje as estrelas pop portuguesas? Tony Carreira, talvez. Ana Moura, talvez. Xutos & Pontapés, talvez. Ou talvez não. Porque hoje, por debaixo dessa primeira camada notória, existem uma segunda e uma terceira camadas, com menos visibilidade, mas talvez mais conectadas com aquilo que é o concreto da música portuguesa actual. É aí que se situam uma série de nomes em ligação com a cultura hip-hop como NGA, Regula ou Jimmy P, por exemplo, capazes de atrair público ao largo das lógicas clássicas.
É aí também que estão os Força Suprema há mais de uma década no activo, agora com um renovado impulso. Em Abril último, o colectivo formado por NGA, Don G, Masta e Prodígio deu um espectáculo na Aula Magna, em Lisboa, com início às 19h e término pela meia-noite. À porta, sem bilhete, ficaram centenas de pessoas. Lá dentro viveu-se o ambiente das grandes manifestações colectivas, mesmo se quase ninguém deu por isso. Como outros, vivem ainda à margem da visibilidade mais institucional, mas têm uma ligação de grande proximidade com o seu público. Sim, porque têm público. Muito público. Basta consultar o número de visualizações dos seus vídeos no YouTube. Ou assistir aos espectáculos por esse país fora.
Dois mundos
Há semanas, dois dias depois de mais um regresso de Luanda, onde têm feito digressões com regularidade, fomos encontrá-los no novo poiso, perto de Sintra, numa zona sossegada, povoada de vivendas. É aí que vivem. Aliás a Linha de Sintra foi desde sempre o seu lugar. A única diferença é que desde há um ano Edson Silva (NGA), Valter Carlos (Don G), Terêncio Neto (Masta) e Osvaldo Moniz (Prodígio) partilham a mesma casa. No andar de baixo, o estúdio, a cozinha e uma ampla zona exterior. No primeiro andar, os quartos.
Para além deles há ainda os Dope Boyz, um outro colectivo dentro do colectivo Força Suprema. “Os Força Suprema existem há muitos anos. Começámos a gravar em 1999, num centro cultural da Câmara de Rio de Mouro. Depois, há cerca de quatro anos, apareceram Deezy e Monsta, mais novos, mas com histórias parecidas às nossas, putos humildes e trabalhadores, e a ligação surgiu. Eles têm a sua cena própria, mas acabam por fazer parte dos Força Suprema e partilhamos todos o mesmo tecto”, explica NGA, o centro do colectivo.

Nasceram todos em Angola, vieram para Portugal na infância ou na adolescência, fugindo da guerra com familiares. “Estou aqui há cerca de 20 anos”, lembra NGA, “vim com a minha mãe, como quase todos nós, fugindo dos conflitos, e a Linha de Sintra acabou por ser a zona mais natural para nós, porque é um dos lugares em toda a Europa com mais imigrantes africanos.”
Curiosamente, no seu caso, o bairro da Graça, em Lisboa, foi o seu primeiro poiso. “Nessa altura pensava que a Linha de Sintra era do outro lado do mundo”, ri-se, “mas um dia a minha mãe veio ver uma casa nas Mercês e passei-me! De repente, vi gajos vestidos como eu, de calças largas e tal, coisa que no centro de Lisboa não se via, e quis logo mudar-me para aqui. Pensei: aqui vou encontrar de imediato malta como eu!”
Assim aconteceu, com a música a servir de elemento aglutinador. “Ouvíamos hip-hop português, Black Company, Boss Ac ou Micro”, recorda Prodígio. “Não havia Internet como hoje e a informação circulava de forma muito diferente. Havia festas de hip-hop nas escolas, ou perdia-se o último comboio no regresso a casa e dormia-se nas estações quando se ia até Lisboa para as festas em Alcântara. Tudo por amor à música.”
Não era apenas a música. Nunca é. Era também tudo o que a envolvia. “Aos fins-de-semana íamos às loja Kingsize, a Lisboa, e aquilo era uma festa para mim”, lembra Don G. “Havia ali uma concentração fascinante de artistas e de músicos, tudo à volta do hip-hop. E depois existiam também a nossa amizade, o termos crescido juntos, as miúdas, o gostarmos dos mesmos ténis ou dos carros, enfim, tudo isso.”
Hoje movem-se nas avenidas da Internet com agilidade, conectando-se com o mundo, mas não perdem de vista o local. “Gostamos da Linha de Sintra”, resume NGA. “Dá para ir ao Fórum Sintra e sentirmos que estamos na Europa e dá para ir à Damaia e comprar mandioca na rua. Somos desses dois mundos. A nossa música reflecte isso, com uma vibração mais afro e uma outra mais hip-hop, por causa dessa vivência.”
Olhando como se movimentam pelo espaço, percebe-se que têm tarefas precisas na casa. Todos trabalham em prol do colectivo, apesar de NGA surgir como o mais respeitado. É ele que explica o que os levou a viver em comunidade. “Com o tempo parecia que as outras pessoas não nos entendiam e só entre nós é que estávamos bem. Quando tive o meu primeiro filho – tenho quatro –, os meus manos foram os padrinhos. Quando tirámos a carta, fizemo-lo juntos. Enfim, temos imensas experiências partilhadas. E quando a música começou a dar algum sustento decidimos, de forma muito natural, que poderíamos viver todos juntos.”
Houve um outro facto importante. A morte da mãe de NGA, no início do ano passado. Todos falam dela com emoção, referindo-se-lhe respeitosamente como “a nossa mãe.” Lançaram aliás há meses um DVD-compilação com vídeos do colectivo a que deram o nome de 4Life, em sua homenagem. A razão não é difícil de descortinar. “Quando vivíamos em Queluz, era na casa do NGA que gravávamos”, recorda Deezy. “Passávamos mais tempo na casa dele do que nas nossas. A ‘nossa mãe’ era a figura materna. Era ela que descobria as nossas primeiras namoradas ou que nos dizia umas palavras quando via o primeiro charro escondido no bolso do casaco.”
Na adversidade, resolveram unir-se ainda mais, focando-se no trabalho: a música. “Esta é uma empresa familiar” resume NGA, “se queremos sustentar este estilo de vida temos de trabalhar mais para, no final do mês, termos as contas em dia.” Já se percebeu. Os Força Suprema não são principiantes. Foram subindo vários degraus, pacientemente, ao longo da última década. E aprendendo com os revezes. “Passei por muita coisa, mas nunca perdi de vista que a minha paixão era a música”, diz NGA. Em 2009, chegou a passar pela prisão durante algumas semanas. A novidade chegou aos jornais. Nessas notícias, os Força Suprema eram descritos como um gangue ligado ao rap que gostava de vídeos com mulheres seminuas e carros de luxo e de roubar e espancar rivais de outros bairros de Sintra. “Alguns jornalistas, quando não compreendem o que se passa à sua volta, de imediato passam para esse tipo de estereótipos”, reflecte NGA. “Na verdade o que aconteceu é que existiu um desentendimento familiar num café, no contexto de um jogo de futebol, e o rapaz com quem existiu o conflito estava com uns amigos. Daí até dizerem que eram gangues foi um passo.”
Esses dias na prisão levaram-no a pensar, ainda mais seriamente, na música. “Só pensava nisso, em rimas e batidas. Aquilo estava a acontecer-me e eu só queria sair dali para pôr em música o que estava a sentir, essa verdade, essa paixão.”
Um livro aberto
Os Força Suprema nunca desistiram, mesmo se nunca alcançaram o mesmo reconhecimento que os nomes mais populares da segunda ou da terceira geração do rap português (Valete, Sam The Kid, Dealema, Chullage, Halloween, Regula ou Capicua). A persistência tem sido recompensada. Em Portugal, em parte, graças à Internet. “Antes de a Internet se ter tornado no nosso principal veículo de comunicação fazíamos algumas cópias físicas e vendíamo-las em três ou quatro lojas. Com a Internet a mensagem espalhou-se”, afirma Deezy, “hoje as redes sociais são o nosso escritório. É a partir daí que fazemos a difusão”.
Curiosamente, é no mercado angolano, actuando ainda de forma tradicional, que têm obtido mais reconhecimento, beneficiando talvez de um contexto no qual a alta burguesia angolana tem investido na debilitada economia portuguesa. Durante largos anos, Angola era apenas a terra mítica dos pais onde tinham nascido, mas que nunca haviam visitado. Nos últimos anos essa realidade transformou-se. “Começou com algumas mixtapes que entregamos a amigos que iam lá, até que um dia alguém nos convidou para actuar”, resume Masta, “e desde então já fomos muitas vezes, actuando para mil ou dez mil pessoas, o que foi mudando as nossas vidas.”
Na sua afirmação em Angola, e em Portugal, foram decisivos os vídeoclipes. Nos dois últimos vídeos, dos singles Normal e Champanhe, que se seguiram à edição no ano passado do álbum King, NGA trabalhou com um dos realizadores portugueses mais activos nos últimos tempos, Alexandre Azinheira (Clã, PZ, X-Wife). Os valores de produção envolvidos nada têm a ver com o que é normal no meio português, com uma vasta equipa, vários dias de filmagens, helicópteros e até uma equipa de alguns membros dos GOE a participar no processo. “Queremos trabalhar com os melhores, não ter medo de aprender, e para isso temos de investir a sério na nossa arte, indo o mais longe possível”, justifica NGA.
Em Dezembro foram recebidos no palácio presidencial de José Eduardo dos Santos e a impressão foi positiva. “Fomos muito bem recebidos”, conta NGA, “o presidente estava a comer e levantou-se humildemente para nos cumprimentar e a primeira-dama pediu para tirar uma foto com o Prodígio”. A música do colectivo pode ser dura e sombria, não recusando a linguagem vernacular e as alusões sexuais, mas até agora não sentiram qualquer espécie de censura. “Não controlamos como é que os receptores recebem a nossa música e até pode acontecer que nos coloquem limitações, mas nós não somos de colocar a nós próprios barreiras. Ninguém tem o livro mais aberto do que nós.”
Na altura da criação todos colaboram uns com os outros, apesar de cada um ter o seu percurso a solo. NGA é o mais consolidado. “A minha cena é mais rap americano, por causa das batidas”, diz, “enquanto que o Don G é mais luso e orgânico e existem outros com influências reggae, por exemplo. Cada um acaba por ter a sua identidade definida, apesar de existir uma espécie de embrião colectivo.”
Esta semana vão estar à volta de Prodígio. É que este acaba de lançar o álbumProdígios – através da editora que detêm, a Dope Muzik, que depois traça diversos acordos de distribuição – e todos os esforços dos seis Força Suprema irão concentrar-se na ajuda a Osvaldo Moniz. Depois existe um outro objectivo: conquistar o Brasil. Sabem que não será fácil.
“Mas porque não?”, respondem, “Já existe algum interesse, falamos a mesma língua e ao longo dos anos também já fomos provando a nós próprios que não existem impossíveis.”

Valete: 'Uma plateia multirracial só se vê num concerto de hip-hop. Mais do que num estádio de futebol' 

 

 

É de um dos maiores nomes da geração hip-hop nacional o CD BLITZ deste mês. Na Batida dos Outros , inédito e grátis com a BLITZ de abril, coleciona participações - Sam The Kid, Orelha Negra... - e prepara o futuro.
Foi em 2007 que Valete lançou aquele que ainda é o seu último trabalho de originais, Serviço Público. Nos anos que entretanto volveram, o rapper viu o seu nome crescer e a sua arte tornar-se das mais aplaudidas. E requisitadas. Na Batida dos Outros é uma mixtape preparada para a BLITZ, alinhada e misturada pelos Beatbombers - DJ Ride e Stereossauro -, onde se cruzam diversos momentos de colaboração de Valete com gente como os Orelha Negra, Jimmy P ou Sam The Kid.

A arte da mixtape perdeu-se? Acho que sim. Pelo menos em Portugal. Bem, estou a ser um bocado injusto... O pessoal que está mais destacado, que está mais estabelecido, DJs e MCs, deixaram esse registo um bocado de parte, mas o pessoal mais novo vai fazendo mixtapes e eu gosto desse lado muito descontraído e descomprometido. É para isto que uma mixtape dá. Ok, não vamos estar aqui com muitos truques, temos coisas para dizer, coisas para experimentar, coisas para arriscar, às vezes, até. A atitude do "vamos pôr numa mixtape sem apresentar isto às pessoas num registo oficial"... acho que tem muito a ver com a cultura hip-hop. 
E uma mixtape com a sua assinatura, nesta altura, serve para amenizar a espera de um novo álbum? 
Se calhar, até pode vir a ter esse resultado de amenizar/atenuar alguma ansiedade de quem está à espera. Mas da minha parte não é essa a intenção. A ideia inicial para este CD até era reunir gravações ao vivo, mas isso não me interessava muito. E como tenho feito muitas participações, se calhar fazia mais sentido compilá-las e canalizar tudo para uma mixtape. A mixtape chama-se Na Batida dos Outros, ou seja, é o Valete em participações. É um conceito giro. E depois deu-me a oportunidade de trabalhar com dois dos artistas que eu mais admiro, principalmente o DJ Ride, de quem sou mesmo super fã. Foi ali uma mistura de muitas coisas.

Como é que gere os convites constantes para estas participações? O que é que determina um "sim" do Valete e um "não" do Valete? 
Obviamente a admiração pelo artista é a primeira premissa. Há artistas com quem colaboro que sinto que, provavelmente, não são os artistas que quero ouvir, mas como também passei por essa fase dos 20 anos e sei que têm um potencial enorme, acabo por aceitar colaborar. É muito importante, para pessoal como eu que está aqui há mais tempo, apoiar quem está a começar porque sinto que daqui a dois, três anos vão ser os próximos nomes a ter em atenção. Vão ser os novos Sam the Kid, Mundo (Segundo) e Capicua.
Já aconteceu aceitar uma colaboração também por apresentar um tema que nunca tenha abordado antes nas suas letras? 
Sim, isso às vezes acontece. Até neste tema que fiz agora com a Capicua, "Medusa", que é um tema essencialmente feminino. Isto é, é um tema que fala sobre as mulheres que são vítimas de sociedades sexistas. Ela queria a perspetiva de um homem no tema. E eu nunca tinha abordado esse tipo de assunto.

Já rimou com praticamente toda a gente do meio hip-hop nacional. Falta-lhe algum nome da lista? 
Se calhar do Brasil e de outros sítios há rappers com quem gostava de fazer músicas e ainda não fiz. Por exemplo os Racionais. Em Angola, vou agora fazer uma música com o MCK pela primeira vez. Em Portugal, já fiz com quase toda a gente, mas ainda quero fazer uma música com o Sam que consiga ser intemporal. Já fizemos alguns sons que ficaram lá atrás. E com o Mundo também gostava.

Há quem diga que o hip-hop colocou Obama no poder na América. Em Portugal, o que conseguiu o hip hop? Abrir o caminho para termos o Anselmo Ralph em horário nobre na TV?
O hip-hop foi dos movimentos que melhor fez o combate ao racismo. E foi um combate silencioso. Há inúmeros grupos multirraciais. É lindo. Os Grognation, por exemplo: é um grupo que tem um moçambicano, tem um rapaz de Cabo Verde, tem pessoal português. Existem muitos grupos assim em Lisboa. Normalmente as plateias de hip-hop são multirraciais. E isto não se vê em quase lado nenhum. Os africanos dizem-me que as discotecas em que eles conseguem entrar são discotecas africanas. Têm muita dificuldade em entrar noutras discotecas. Para se ver uma plateia multirracial, provavelmente só num concerto de hip-hop. Mais do que num estádio de futebol, até porque a comunidade negra fica arrumada numa classe social baixa e os preços dos bilhetes são cada vez mais altos. Mas vês isso num concerto de hip-hop. Os miúdos já crescem a ver esta coisa da raça de outra forma. Muitos jovens portugueses cresceram a idolatrar rappers negros. Ou seja, se é possível hoje catapultar o Anselmo Ralph como um dos maiores artistas em Portugal, acho que isso deve-se também muito ao hip-hop português.

Na história do hip-hop, a figura do DJ é muito importante. Como acompanhou a evolução do DJ em Portugal? 
Tive um debate muito interessante sobre isso com o Cruzfader (DJ dos Orelha Negra). O DJ tem perdido o papel que já ocupou na música rap e também na cultura hip-hop. Até chegarmos a um ponto em que muitas bandas de hip hop já nem levam DJ para o palco. E concluímos que o DJ hoje tem que fazer muito mais do que scratch. Tem que ser mais abrangente. E é aí que eu vejo o Ride como um exemplo. Primeiro, ele entende que o hip-hop também pode ser drum'n'bass. Também pode ser reggae. Ele percebe que o DJ, pela sensibilidade musical que tem, pode-se estender à produção. E acho que é isso que os DJs têm que entender melhor. Em 2015 não faz sentido resumirem-se ao scratch.
Ainda se lembra de quando ouviu falar de DJ Ride pela primeira vez? 
Não o conhecia pessoalmente mas já ouvia falar dele por causa dos campeonatos que se realizavam em 2004/2005. Para mim, o Ride era um fã de Nel Assassin e queria ser mais um Nel Assassin. E o que me surpreendeu, e a toda a gente, foi que ele rapidamente percebeu que podia ser maior do que o que um DJ hip-hop tradicional conseguia ser em Portugal e que podia tornar-se uma referência. Foi incrível, mas obviamente que isto não é só talento. Estivemos a planear a mixtape e o Ride é das pessoas mais metódicas e trabalhadoras que eu conheço. É inacreditável.

E agora? O que se segue no seu caminho? 
Tenho mesmo muitas participações para sair. Eu queria, a partir de maio/junho, dedicar-me só ao meu álbum, que é capaz de estar terminado no fim do ano - perfeito seria lançá-lo no início de 2016. Obviamente que existem muitas coisas que não dependem de mim e eu vou querer envolver muita gente neste álbum, algo que não fiz nos outros e que, provavelmente, vai tornar o ritmo mais lento. Ou seja, o que estou a fazer é profissionalizar-me. Eu quero fazer um álbum como a Ana Moura faz. Ter um produtor, arranjar o melhor para mixar, arranjar o melhor para masterizar e encontrar a editora que está a trabalhar melhor. Eu quero profissionalizar-me e até seguir o que muitos dos meus parceiros estão a fazer, como Dealema, Capicua e Regula, etc. Eles estão a conseguir trabalhar bem, não só ao nível artístico, mas também a nível de carreira. É isso que eu quero fazer daqui para a frente.

Mas tem muita coisa que foi gravando nestes últimos três ou quatro anos... 
Sim, há muita coisa gravada. Eu cheguei a lançar algumas coisas [avulso], mas nunca mais vou fazer [assim]. Porque eram coisas de que eu já não gostava.

Está a referir-se a "Meu País", por exemplo? 
Também. Eram coisas por que eu já não sentia grande apego e que, ainda assim, lancei. Tu tens que ser a primeira pessoa a gostar da tua obra. Sei que já houve casos de "lost tapes" que se transformaram em clássicos, mas para mim isso não resulta porque às vezes a coisa até vinga e as pessoas vão exigir aquela música nos concertos. E depois entra-se num processo muito doloroso de estar a ensaiar músicas que não gosto.

É autocrítico? O que lhe dizem os seus pares? 
Eles muitas vezes gostam dos temas, mas só que eu sei, e acho que é notório, que tenho um handicap musical. Eu tenho noção disso. E com esta aprendizagem que tenho tido, mais facilmente percebo os erros que fazia nas músicas. Então se eu for lançar o que está lá para trás é muito doloroso porque vejo um milhão de deficiências. Entrei num processo de aprendizagem musical e agora percebo as asneiras que andava a dizer. Prefiro deitar fora do que partilhar. 
E não há o perigo de se perder a melhor rima de sempre? 
Acredito que não. Até porque acho que a melhor rima de sempre só é possível quando está bem casada com o melhor instrumental de sempre.

Já houve épocas em que o debate era exatamente o contrário... 
É normal. Faz parte do crescimento. Mas também era bonita a defesa que eu fazia, na altura, do papel do MC/rapper. Eu cresci a ouvir álbuns de letristas, que tinham algumas deficiências musicais, mas por serem álbuns de letristas nós focávamo-nos muito no texto. E mais do que diversão, mais do que dança, nós estávamos a absorver mensagens, ideias e pensamentos. Fez-nos crescer muito.

 


Rapper DMX é hospitalizado após ser encontrado insconsciente







O ator e cantor DMX foi encontrado na noite desta segunda-feira (8) inconsciente em um hotel, em Nova York. Segundo o site TMZ, o rapper "não respirava e estava sem pulso" quando os policiais o encontraram.
Após passar por uma ressuscitação cardiopulmonar, DMX foi hospitalizado. Ele disse que sofreu um ataque de asma e negou ter usado drogas. A situação do cantor é estável.
DMX tem um histórico com internação. Em 2008, o cantor foi hospitalizado por "medo de infarto", um dia antes de enfrentar julgamento por posse de drogas, tráfico e crueldado com animais. Em 2012, ele foi parar no hospital duas vezes, por intoxicação alimentar e acidente de quadriciclo.

O rapper já anunciou um novo álbum, "Here We Go Again", que vai ser lançado pela

 

 

 

 Mi Dão Só 100---------- Papa Agostinho(GP-PROD)
[[KUDURO]]2016((Dowload))


https://www.dropbox.com/s/qvrtal448f8r4mj/12%2012-%20Mi%20da%20s%C3%B3%2050-%20Papa%20Agostinho.mp3?dl=0

O que é Kuduro:

Kuduro é um estilo musical e de dança que surgiu na Angola. Assim como o nome sugere, kuduro significa “bumbum duro”, em referência aos movimentos corporais desta dança.
Originalmente, o kuduro surgiu na Angola no princípio dos anos 1990, influenciado por diferentes ritmos africanos e americanos, como o zouk, o techno, o rap, o reggae, entre outros.
O kuduro começou a fazer sucesso em outros países de língua portuguesa, como Portugal e, finalmente, o Brasil. Por ser um ritmo muito alegre e as músicas serem cantadas no idioma português (com a mistura de alguns dialetos africanos), o kuduro fez muito sucesso nos países de língua portuguesa.
Por norma, o kuduro possui músicas com letras fáceis de decorar, recheadas de humor e erotismo, além de refrões repetitivos.
Oficialmente, o kuduro é considerado uma criação do dançarino e produtor musical Tony Amado. Conforme conta o artista, a ideia para criar este estilo de dança surgiu após ter assistido a um filme do ator Jean-Claude Van Damme.
Neste filme, o ator aparece bêbado e executando uma série de golpes frenéticos e fazendo movimentos constantes com o quadril rígido.

Musico em Destaque

As Melhores de Bom Prato Nível(Álbum)2019

BPNGSÓ9DADES«» C.O do nosso Blog disponiblizou na manha de Terça Feira, o seu mais recente Álbum intitulado as melhores de Bom Prato Nív...